Uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo resultou na prisão de Sidney Oliveira, fundador da rede de farmácias Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor estatutário da Fast Shop. Durante a ação, foram confiscados R$ 1,8 milhão em dinheiro e impressionantes R$ 10 milhões em criptomoedas, revelando a crescente presença de ativos digitais em investigações de crimes financeiros.
Os executivos são investigados por envolvimento em um sofisticado esquema de propina, cujo objetivo era antecipar e garantir a liberação de créditos de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). Estima-se que o esquema de corrupção e sonegação fiscal tenha movimentado mais de R$ 1 bilhão.
A operação, denominada “Operação Ícaro”, também apreendeu outros bens de alto valor, como relógios de luxo e pedras preciosas, cujo valor ainda está sendo determinado. Além dos empresários, outras quatro pessoas foram presas por participação no esquema de corrupção fiscal.
Entre os detidos, destaca-se Celso Éder Gonzaga de Araújo, apontado como o responsável pela lavagem de dinheiro do esquema. Em sua residência, em Alphaville, foram encontrados R$ 1,2 milhão em dinheiro, US$ 10,7 mil, € 1.590, cerca de R$ 200 mil em criptomoedas, além de relógios de luxo e esmeraldas. O auditor fiscal Marcelo de Almeida Gouveia também foi preso, com R$ 2 milhões em criptoativos e uma quantia significativa em dinheiro.
O esquema, que utilizava a empresa Smart Tax, movimentou milhões de reais, principalmente da Fast Shop e, posteriormente, da Ultrafarma. As transações eram registradas de forma a parecerem legais, com emissão de notas fiscais e recolhimento de ICMS, mas as investigações revelaram que créditos eram liberados de forma irregular e acelerada, muito acima do que as empresas teriam direito. Artur Gomes da Silva Neto, supervisor da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), é apontado como o principal operador do esquema.










