O Bitcoin (BTC) alcançou um marco histórico na última semana, superando a marca de US$110.000 pela primeira vez e estabelecendo novas máximas, com picos de até US$111.889. Em 21 de maio de 2025, o BTC atingiu US$110.788,98 na Coinbase, registrando um ganho de 3% em 24 horas. Essa ascensão notável é amplamente atribuída a um fluxo recorde em ETFs de Bitcoin à vista, um cenário macroeconômico favorável e uma crescente demanda por ativos alternativos.  

O que os analistas dizem?

Analistas preveem que o preço do BTC pode se direcionar para US$116.000, com algumas projeções indicando um “topo de explosão” em US$128.000, e estimativas que podem chegar a US$200.000 a US$250.000 até o final do ciclo atual. A capitalização de mercado do Bitcoin ultrapassou a da Amazon, atingindo US$2,205 trilhões, um marco simbólico que deve impulsionar a confiança dos investidores.  

A sustentabilidade da atual valorização do Bitcoin é um ponto crucial, impulsionada por US$1,37 bilhão em entradas de ETFs à vista e liquidações marginais de futuros de BTC. Isso sugere uma dinâmica de mercado mais saudável, com a pressão de compra mais distribuída e menos dependente de alavancagem excessiva do varejo, indicando uma mudança fundamental para um crescimento mais maduro e potencialmente estável a longo prazo.  

O iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock registrou sua maior entrada de capital em duas semanas em 21 de maio, totalizando US$530,6 milhões. O IBIT acumulou mais de 10 vezes a quantidade de Bitcoin minerada no mesmo dia, comprando 4.931 BTC em comparação com os 450 BTC produzidos. O fluxo total nos 11 ETFs de Bitcoin à vista atingiu US$607,1 milhões em 21 de maio, com o Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund (FBTC) registrando US$23,5 milhões. O total de entradas líquidas em ETFs de Bitcoin em maio atingiu US$3,6 bilhões, um valor não visto desde janeiro. A BlackRock se tornou a segunda maior detentora de Bitcoin em maio, superando a Binance.

Os fluxos dos ETFs, dia a dia

Os números de 21 de maio citados acima batem com a tabela diária da Farside Investors, que compila os fluxos líquidos de cada ETF de bitcoin à vista negociado nos Estados Unidos: entrada de US$ 530,6 milhões no IBIT, da BlackRock, US$ 23,5 milhões no FBTC, da Fidelity, e US$ 607,1 milhões no total dos fundos.

A semana inteira foi de entradas. Pelos mesmos dados, o total foi de US$ 667,4 milhões em 19 de maio e US$ 329,2 milhões em 20 de maio. No dia seguinte à máxima, 22 de maio, o fluxo acelerou: US$ 934,8 milhões no total, sendo US$ 877,2 milhões só no IBIT. Em 23 de maio, mesmo com saídas em alguns fundos, o saldo ainda ficou positivo em US$ 211,7 milhões.

A concentração no IBIT chama atenção. Em todos os dias daquela semana, o fundo da BlackRock respondeu pela maior parte do dinheiro novo, enquanto o GBTC, da Grayscale, alternava entre fluxo zero e saídas. Isso ajuda a explicar por que a BlackRock aparece entre os maiores detentores de bitcoin do mundo.

Como maio terminou

Atualização (setembro de 2026): somando os dados diários da Farside, os ETFs de bitcoin à vista nos EUA fecharam maio de 2025 com cerca de US$ 5,2 bilhões em entradas líquidas, praticamente o mesmo volume de janeiro de 2025 (cerca de US$ 5,3 bilhões). O contraste com o início do ano é grande: fevereiro teve saídas líquidas de cerca de US$ 3,6 bilhões e março, de cerca de US$ 0,8 bilhão. Junho de 2025 manteve o ritmo positivo, com cerca de US$ 4,6 bilhões.

Esse vaivém mostra o ponto central do texto original: a alta de maio foi sustentada por compra à vista via ETFs, e não principalmente por alavancagem em derivativos. Quando o fluxo dos ETFs vira, como em fevereiro e março, a pressão vendedora também aparece no preço.

O que isso significa para o investidor brasileiro

Máxima histórica é o momento em que muita gente realiza lucro, e vender tem regra. Pelas Perguntas e Respostas do IRPF 2026 da Receita, a venda de criptoativos em exchange brasileira é isenta quando o total vendido no mês, somando todos os tipos, fica em até R$ 35 mil. Acima disso, o ganho paga de 15% a 22,5%, com DARF código 4600 até o último dia útil do mês seguinte.

Quem comprou cotas de ETFs americanos como o IBIT por corretora no exterior não tem um criptoativo, e sim uma aplicação financeira no exterior. Nesse caso vale a Lei 14.754/2023: o ganho é apurado na declaração anual, com 15%, sem isenção mensal. Bitcoin comprado diretamente em exchange estrangeira segue a mesma lógica. O passo a passo está no guia de como declarar criptomoedas no IR.

Perguntas frequentes

Quanto entrou nos ETFs de bitcoin no dia da máxima de maio de 2025?

Em 21 de maio de 2025, os ETFs de bitcoin à vista nos EUA receberam US$ 607,1 milhões líquidos, dos quais US$ 530,6 milhões no IBIT, segundo a Farside Investors. No dia seguinte, foram US$ 934,8 milhões.

Quanto os ETFs captaram em maio de 2025 no total?

Somando os dados diários da Farside, cerca de US$ 5,2 bilhões líquidos, volume semelhante ao de janeiro de 2025.

Investir no IBIT pelo exterior é tributado como cripto?

Não. Cota de ETF americano é aplicação financeira no exterior e segue a Lei 14.754/2023, com 15% sobre o ganho na declaração anual e sem a isenção de R$ 35 mil por mês.


Antes de você sair

Quanto você paga pra comprar bitcoin? A taxa que a corretora anuncia não é o custo real: falta o spread do livro e o ágio sobre o preço de fora. A gente mede isso todo dia em seis corretoras e publica o ranking — veja quanto custa hoje.

Vai abrir conta em alguma? Juntamos os bônus de cadastro que valem a pena em uma página só, com o que cada um exige pra liberar — veja os bônus.

Uma vez por semana, no seu e-mail. O que aconteceu no bitcoin e o que muda pra quem tem cripto no Brasil, sem hype — assine a newsletter.

Cartão Kast: ganhe bônus em dólar, aceito em qualquer lugar e sem IOF
Contadora e editora-chefe do BTCnizando. Especialista em tributação de criptomoedas pela Faculdade Trevisan. Ajuda brasileiros a declarar Bitcoin no IR com segurança.