Primeiramente, a Blockratize Inc., controladora da plataforma de mercados de previsão Polymarket, apresentou pedidos de registro de marca para “POLY” e “$POLY” no Escritório de Patentes e Marcas dos EUA (USPTO) em 4 de fevereiro de 2026. Isso cobre serviços de software financeiro, emissão de tokens digitais, plataformas de negociação e gerenciamento de ativos virtuais.
Além disso, os pedidos utilizam a base legal de “intenção de uso comercial”, indicando preparativos para lançamento de token nativo associado à plataforma. Desse modo, “POLY” englobará funções de governança, staking e participação em mercados de previsão descentralizados.
Por exemplo, a Polymarket movimentou US$ 7,7 bilhões em volume de apostas no último mês, com foco em eventos políticos e econômicos globais. Por isso, o token pode formalizar utilidade para usuários e provedores de liquidez.
Em resumo, probabilidade de lançamento do POLY até o fim de 2026 alcançou 70% nas próprias previsões internas da plataforma.
Detalhes dos pedidos de marca e escopo
No entanto, os registros distinguem “POLY” para serviços de desenvolvimento de software blockchain e “$POLY” para transações financeiras digitais. Assim, USPTO recebeu submissões sob classes 9 (software), 36 (finanças) e 42 (tecnologia). Por outro lado, processo típico leva 12-18 meses para aprovação, sujeito a oposições.
Além do mais, Blockratize lista endereços em Nova York e Delaware, alinhando com jurisdição de entidades DeFi nos EUA. Desse modo, movimento ocorre após crescimento exponencial da Polymarket pós-eleições 2024.
Por exemplo, volume anual superou US$ 20 bilhões em 2025, impulsionado por mercados como “Trump vence eleição”. Portanto, token nativo reforça modelo de previsão permissionless.
Contexto regulatório e histórico da Polymarket
Em primeiro lugar, a plataforma enfrenta escrutínio regulatório nos EUA desde 2022, quando fez acordo com a CFTC e pagou multa de US$ 1,4 milhão por oferecer contratos de eventos sem registro. Além disso, CFTC autorizou derivativos de commodities em 2024, mas tokens permanecem em zona cinzenta. Por isso, registro de marca sinaliza compliance proativo.
No entanto, odds internas indicam 65% chance de aprovação regulatória para POLY em 2026. Assim, usuários poderão usar token para fees reduzidas e governança de novos mercados.
Por fim, Polymarket integra Polygon como layer 2, otimizando custos de gas para apostas em tempo real.
O que o pedido de marca diz, e o que não diz
Os dois pedidos, para POLY e $POLY, foram protocolados em 4 de fevereiro de 2026 com base em intenção de uso, ou seja, a marca ainda não está em uso comercial. Segundo a reportagem do The Block, o pedido de POLY recebeu o número de série 99637043 e descreve software para negociação financeira, negociação de criptomoedas e gestão de portfólio, além de serviços ligados a tokens digitais e plataforma de negociação eletrônica. Na data da consulta, os pedidos constavam como ativos e pendentes, ainda sem examinador designado.
Um pedido de marca protege o nome, mas não diz nada sobre data de lançamento, quantidade de tokens, distribuição ou regras de um eventual airdrop. Procurada pelo The Block, a Polymarket não comentou.
O histórico que leva ao token
O pedido não saiu do nada. Em outubro de 2025, o diretor de marketing da Polymarket, Matthew Modabber, confirmou que a empresa pretende lançar um token nativo POLY acompanhado de airdrop, e o fundador Shayne Coplan já havia dado sinais públicos na mesma direção. No mesmo mês, a Intercontinental Exchange (ICE), dona da Bolsa de Nova York, anunciou investimento de US$ 2 bilhões na empresa.
O crescimento também ajuda a explicar a pressa em proteger o nome. De acordo com o The Block, a plataforma movimentava cerca de US$ 7,7 bilhões por mês em negociações no início de 2026 e havia fechado parcerias de distribuição com Google Finance, Yahoo Finance, DraftKings e a liga de hóquei NHL. Um token daria à empresa uma ferramenta para recompensar essa base de usuários e provedores de liquidez.
A prioridade declarada, porém, é a volta aos EUA. Em julho de 2025, a Polymarket comprou a QCEX, bolsa de derivativos e câmara de compensação supervisionadas pela CFTC, por US$ 112 milhões, justamente para voltar a operar legalmente com usuários americanos. Segundo o The Block, a empresa quer concluir o relançamento no país antes de lançar o token.
Cuidados para quem espera o airdrop
Toda expectativa de airdrop atrai golpes. Sites falsos que pedem para “conectar a carteira e resgatar POLY” costumam drenar os fundos da vítima. Até a data deste texto, não havia token POLY oficial em circulação, e qualquer anúncio legítimo deve sair dos canais oficiais da Polymarket.
Para o brasileiro, vale lembrar que tokens recebidos em airdrop também são criptoativos e devem entrar na declaração anual quando o valor exigir. Guarde o registro da data e do valor de mercado no recebimento, porque isso ajuda a calcular o ganho quando você vender. Veja o guia de como declarar criptomoedas no imposto de renda.
Atualização (setembro de 2026): a Polymarket ainda não havia divulgado data de lançamento, regras de elegibilidade, data de snapshot ou quantidade total de tokens POLY.
Perguntas frequentes
Quando a Polymarket pediu o registro da marca POLY?
Em 4 de fevereiro de 2026, por meio da controladora Blockratize Inc., no Escritório de Patentes e Marcas dos EUA (USPTO), para as marcas POLY e $POLY.
O token POLY já foi confirmado?
A intenção sim: em outubro de 2025 o diretor de marketing Matthew Modabber confirmou planos de token e airdrop. Mas a empresa não divulgou data, regras nem oferta total.
Por que o token depende da volta da Polymarket aos EUA?
A empresa definiu como prioridade relançar a operação regulada nos EUA, após comprar a QCEX, supervisionada pela CFTC. O token viria depois dessa etapa.
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