ETFs de Ethereum e Solana da Morgan Stanley superam rivais e captam US$ 33 milhões no segundo dia de negociação

Os novos ETFs de Ethereum e Solana lançados pela Morgan Stanley superaram concorrentes de peso em Wall Street ao registrarem entradas líquidas combinadas de US$ 33 milhões em apenas seu segundo dia de negociação. O fato de que os Morgan Stanley Ethereum and Solana ETFs outperform rivals as second-day inflows reach $33 million marca um momento significativo para a adoção institucional de criptoativos e acende um sinal de alerta para quem acompanha o mercado cripto brasileiro: o apetite por produtos regulados de exposição a ativos digitais não para de crescer.

Os dados foram divulgados pela plataforma SoSoValue e reportados inicialmente pelo CryptoSlate, confirmando que o Morgan Stanley Ethereum Trust (ticker MSSE) atraiu US$ 14,03 milhões, enquanto o Morgan Stanley Solana Trust (ticker MSOL) captou US$ 19,03 milhões na sessão de quarta-feira.

Como os ETFs da Morgan Stanley superaram a concorrência

O desempenho dos dois fundos é notável quando colocado em perspectiva. O MSSE captou mais recursos do que o ETHA da BlackRock, que é considerado o ETF spot de Ethereum dominante nos Estados Unidos. Esse resultado se torna ainda mais impressionante ao considerarmos que a categoria mais ampla de ETFs de Ethereum registrou saídas líquidas de aproximadamente US$ 19 milhões no mesmo dia.

Já o MSOL foi responsável por 100% das entradas em ETFs de Solana nos EUA durante a sessão, mesmo com apenas dois dias de existência. Segundo a SoSoValue, existem outros oito fundos de Solana listados no mercado americano, com ativos líquidos combinados de cerca de US$ 842 milhões. Conquistar toda a demanda do dia em um segmento com essa quantidade de competidores é um feito que merece atenção.

Fatores que explicam o sucesso inicial

Alguns elementos ajudam a entender por que a Morgan Stanley largou na frente:

  • Taxa de administração competitiva de 0,14%: esse percentual está entre os mais baixos do mercado, o que atrai investidores sensíveis a custos, especialmente institucionais.
  • Rede de distribuição robusta: a Morgan Stanley possui milhares de consultores financeiros e uma base de clientes de alto patrimônio que já demonstrou interesse em criptoativos.
  • Marca e credibilidade: para investidores tradicionais ainda receosos com o mercado cripto, ter o selo de uma das maiores instituições financeiras do mundo reduz a barreira de entrada.
  • Momento de mercado favorável: o interesse por ETFs de altcoins cresceu significativamente em 2026, com Solana se consolidando como a terceira maior criptomoeda em relevância institucional.

O cenário dos ETFs de criptomoedas nos Estados Unidos

O mercado de ETFs de criptoativos nos EUA evoluiu de forma acelerada desde a aprovação dos primeiros ETFs spot de Bitcoin em janeiro de 2024. Desde então, os ETFs de Ethereum foram aprovados e, mais recentemente, os de Solana entraram em cena, ampliando as opções para investidores que desejam exposição regulada a ativos digitais.

O total de entradas líquidas em ETFs de Ethereum desde o lançamento permanece em US$ 11,19 bilhões, um número expressivo que demonstra a demanda sustentada por esse tipo de produto. A entrada da Morgan Stanley nesse mercado adiciona mais um player de peso e intensifica a guerra de taxas e captação entre as gestoras.

Comparativo rápido dos principais ETFs de Ethereum nos EUA

| Fundo | Ticker | Gestora | Taxa |

|—|—|—|—|

| iShares Ethereum Trust | ETHA | BlackRock | 0,25% |

| Morgan Stanley Ethereum Trust | MSSE | Morgan Stanley | 0,14% |

| Fidelity Ethereum Fund | FETH | Fidelity | 0,25% |

A taxa mais baixa do MSSE pode se tornar um diferencial decisivo na captação de longo prazo, especialmente entre investidores institucionais que alocam grandes volumes e são sensíveis a diferenças de custos.

O que isso significa para o investidor brasileiro

Para quem acompanha o mercado cripto no Brasil, esses movimentos em Wall Street têm consequências diretas e indiretas que vale a pena observar.

Acesso via BDRs e corretoras internacionais

Investidores brasileiros já podem acessar ETFs de criptomoedas americanos por meio de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) listados na B3 ou através de contas em corretoras internacionais. A chegada de novos produtos com taxas mais baixas aumenta as opções disponíveis para diversificação.

Regulação e declaração no Brasil

Quem investe em ETFs de criptomoedas no exterior precisa ficar atento às obrigações fiscais brasileiras. A Receita Federal exige a declaração de ativos mantidos fora do país, incluindo ETFs, na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda. Além disso, ganhos de capital obtidos com a venda desses ativos estão sujeitos à tributação conforme as regras vigentes para investimentos no exterior.

Com a entrada em vigor do novo marco regulatório de criptoativos no Brasil e as atualizações nas normas de reporte da Receita Federal, é fundamental que o investidor mantenha registros detalhados de todas as operações. O avanço dos ETFs regulados facilita, em parte, esse processo, já que os produtos são custodiados e administrados por instituições reconhecidas.

Impacto nos preços de ETH e SOL

A entrada de capital institucional por meio de ETFs tende a criar uma pressão compradora sobre os ativos subjacentes. Quando um ETF spot recebe aportes, o gestor precisa adquirir o ativo correspondente no mercado, o que pode contribuir para a valorização de Ethereum e Solana no médio e longo prazo. Para investidores brasileiros que já possuem esses ativos diretamente, essa dinâmica é positiva.

Solana como protagonista institucional em 2026

A captação expressiva do MSOL reforça uma tendência que o Btcnizando tem acompanhado ao longo de 2026: a consolidação de Solana como um ativo de interesse institucional. A rede Solana tem se destacado por sua velocidade de processamento, custos de transação baixos e um ecossistema DeFi em expansão.

O fato de a Morgan Stanley ter escolhido Solana, e não outras altcoins, para o lançamento de seu segundo ETF ao lado de Ethereum, demonstra a confiança do mercado financeiro tradicional na viabilidade de longo prazo do projeto. Com oito outros ETFs de Solana já disponíveis e o MSOL dominando as entradas, fica claro que a marca e a estratégia de taxas da gestora fizeram a diferença.

Perguntas frequentes

O que são os ETFs MSSE e MSOL da Morgan Stanley?

O MSSE (Morgan Stanley Ethereum Trust) e o MSOL (Morgan Stanley Solana Trust) são fundos negociados em bolsa que oferecem exposição regulada a Ethereum e Solana, respectivamente. Eles permitem que investidores comprem cotas na bolsa de valores sem precisar adquirir e custodiar as criptomoedas diretamente, com uma taxa de administração de apenas 0,14%.

Brasileiros podem investir nos ETFs de Ethereum e Solana da Morgan Stanley?

Sim, investidores brasileiros podem acessar esses ETFs por meio de contas em corretoras internacionais que oferecem acesso às bolsas americanas. Também é possível que BDRs desses fundos sejam listados na B3 futuramente. É importante lembrar que investimentos no exterior devem ser declarados à Receita Federal e os ganhos de capital estão sujeitos à tributação brasileira.

Por que os ETFs da Morgan Stanley captaram mais do que os da BlackRock?

A combinação de uma taxa de administração muito competitiva (0,14% contra 0,25% de concorrentes), a extensa rede de distribuição da Morgan Stanley com milhares de consultores financeiros e a credibilidade da marca criou um cenário favorável para a captação inicial. No entanto, é preciso acompanhar se esse ritmo se sustentará nas próximas semanas.

Conclusão

A estreia avassaladora dos ETFs de Ethereum e Solana da Morgan Stanley, com US$ 33 milhões captados em apenas dois dias, sinaliza que a corrida institucional pelas criptomoedas está longe de perder fôlego. Com taxas agressivas e uma máquina de distribuição poderosa, a gestora se posiciona como uma ameaça real aos líderes estabelecidos como BlackRock e Fidelity.

Para o investidor brasileiro, esse movimento reforça a importância de acompanhar de perto as oportunidades que surgem no mercado global de ETFs de criptoativos, sempre com atenção às questões regulatórias e tributárias locais.

Acompanhe o Btcnizando para ficar por dentro das principais novidades do mercado cripto, com análises aprofundadas e conteúdo pensado para o investidor brasileiro.

Cartão Kast: ganhe bônus em dólar, aceito em qualquer lugar e sem IOF
Cobre o noticiário diário de criptomoedas no BTCnizando: mercado, regulação, ETFs e dados on-chain. Apuração rápida com revisão editorial da equipe.