
Bot de Sandwich Attack Jaredfromsubway.eth é Explorado em US$ 7,5 Milhões
O infame bot MEV conhecido como Jaredfromsubway.eth, responsável por centenas de milhões de dólares em lucros ao longo dos anos por meio de ataques do tipo sandwich attack no Ethereum, foi vítima de sua própria medicina: um atacante conseguiu drenar mais de US$ 7,5 milhões explorando exatamente os mecanismos automatizados que tornaram o bot tão lucrativo e temido no ecossistema DeFi.
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O que é o Jaredfromsubway.eth e por que ele é tão controverso?
Para entender a dimensão do que aconteceu, é preciso primeiro compreender quem é o Jaredfromsubway.eth. Trata-se de um dos bots de MEV (Maximal Extractable Value) mais notórios de toda a história do Ethereum, operando de forma automatizada para monitorar transações ainda não confirmadas na mempool da rede e manipular a ordem de execução dessas transações para extrair lucro.
A estratégia principal utilizada pelo bot é o chamado sandwich attack, ou ataque sanduíche em português. O funcionamento é simples, mas devastador para usuários comuns: o bot identifica uma transação pendente de troca em protocolos DeFi, insere uma ordem de compra logo antes dela (fazendo o preço subir), e uma ordem de venda logo depois (realizando o lucro com o preço inflado). O usuário original da transação acaba pagando mais caro do que deveria, sem perceber, bancando indiretamente o lucro do bot.
De acordo com dados levantados pela Cointelegraph Research, o Jaredfromsubway.eth foi responsável por impressionantes 70% de todos os ataques de sandwich no Ethereum entre novembro de 2024 e outubro de 2025. Um domínio absoluto que rendeu ao operador do bot centenas de milhões de dólares ao longo dos anos, às custas de usuários comuns do DeFi.
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Como o ataque de US$ 7,5 milhões foi executado
O episódio ocorreu em um sábado recente e foi analisado publicamente pela empresa de segurança Blockaid, especializada em proteção de infraestrutura Web3. Segundo a Blockaid, o atacante utilizou contratos inteligentes especialmente criados para enganar o sistema automatizado do Jaredfromsubway.eth.
O mecanismo foi engenhoso: os contratos controlados pelo atacante induziram o bot a conceder aprovações de tokens (token approvals) a endereços maliciosos. Essas aprovações, uma vez concedidas, foram utilizadas para drenar os fundos armazenados pelo bot.
A Blockaid foi enfática ao classificar o tipo de ataque em suas redes sociais:
> “Este não é um ataque de phishing clássico e não é uma vulnerabilidade tradicional de contrato inteligente no contrato da vítima.”
Ou seja, não se trata de uma falha técnica simples no código do bot, nem de um usuário sendo enganado a clicar em um link falso. O ataque explorou a lógica comportamental automatizada do próprio bot, virando contra ele os mesmos princípios de execução rápida e autônoma que o tornavam tão eficaz como predador do DeFi.
Para saber mais detalhes técnicos sobre o incidente, você pode consultar a cobertura original da Cointelegraph.
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O que isso revela sobre os riscos do MEV e do DeFi
O caso do Jaredfromsubway.eth levanta questões importantes sobre a natureza dos bots MEV e os riscos sistêmicos que eles representam, não apenas para usuários comuns, mas para si próprios.
Bots MEV: predadores que também podem ser presas
Os bots de MEV são frequentemente descritos como um “imposto invisível” sobre os usuários de DeFi. Cada vez que alguém realiza uma troca em protocolos como Uniswap ou outros DEXs no Ethereum, há uma chance real de que um bot como o Jaredfromsubway.eth esteja monitorando aquela transação e extraindo valor dela sem qualquer consentimento.
Ironicamente, o mesmo comportamento automatizado e agressivo que torna esses bots lucrativos cria uma superfície de ataque. Um sistema que precisa executar decisões em milissegundos, sem supervisão humana constante, pode ser induzido a tomar decisões erradas se o ambiente ao redor for manipulado por um atacante sofisticado.
Principais lições do ataque:
- Automação sem verificação adequada é um vetor de risco: o bot aprovou tokens sem a devida validação dos contratos com os quais interagia.
- Contratos maliciosos podem simular comportamentos legítimos: o atacante criou contratos que pareciam transações normais para o sistema do bot.
- Fundos concentrados em bots são alvos atrativos: quanto mais bem-sucedido o bot, maior o incentivo para atacá-lo.
- Segurança em DeFi exige camadas múltiplas de proteção: mesmo sistemas sofisticados podem falhar diante de vetores de ataque inéditos.
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Impacto no mercado brasileiro de criptomoedas
Para o investidor e usuário de DeFi brasileiro, o episódio serve como um alerta relevante. O mercado cripto no Brasil vive um momento de expansão acelerada: segundo a Receita Federal, o país registra centenas de milhares de declarantes de criptomoedas, e o volume negociado em exchanges brasileiras cresce ano a ano.
Com mais brasileiros acessando protocolos DeFi diretamente, a exposição a ataques de MEV também aumenta. É fundamental que o usuário nacional compreenda:
1. Ao usar DEXs sem proteção, suas transações ficam expostas à mempool e podem ser alvos de sandwich attacks.
2. Ferramentas como MEV Blocker e RPC privadas ajudam a reduzir a exposição a esse tipo de ataque.
3. A regulação brasileira do mercado cripto, conduzida pelo Banco Central e pela CVM, ainda não aborda especificamente práticas de MEV, mas o tema pode entrar em pauta à medida que o DeFi cresce no país.
4. A Receita Federal exige declaração de rendimentos em cripto, inclusive lucros obtidos por meio de operações em DeFi, o que inclui ganhos indiretos que passam por protocolos onde MEV opera.
O episódio com o Jaredfromsubway.eth também reforça a importância de plataformas de segurança Web3, como a Blockaid, que desempenham papel crescente na proteção do ecossistema, detectando e alertando sobre vetores de ataque novos e sofisticados.
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Perguntas frequentes
O que é um sandwich attack (ataque sanduíche) em cripto?
Um sandwich attack é uma técnica usada por bots MEV em redes blockchain como o Ethereum. O bot detecta uma transação pendente de troca em uma DEX, insere uma compra antes dela (elevando o preço) e uma venda logo após (lucrando com a diferença). O usuário original da transação acaba pagando mais caro, sem perceber, financiando o lucro do bot.
Como posso me proteger de ataques MEV como usuário de DeFi?
Existem algumas medidas práticas: utilizar RPCs privadas ou ferramentas como o MEV Blocker ao fazer transações em DEXs, definir slippage tolerances mais baixas, optar por protocolos que implementam proteção nativa contra MEV, e evitar realizar transações grandes em horários de alta volatilidade, quando os bots são mais ativos.
O ataque ao Jaredfromsubway.eth representa uma ameaça para o Ethereum como rede?
Não diretamente. O ataque foi direcionado a um bot específico e seu operador, não à rede Ethereum em si. No entanto, o episódio acende um alerta sobre a sofisticação crescente dos ataques em DeFi e sobre os riscos de sistemas automatizados com grandes quantidades de fundos. Para a rede em geral, o evento pode ser positivo, já que reduz temporariamente a atividade de um dos principais agentes de MEV predatório.
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Conclusão
A queda do Jaredfromsubway.eth é um capítulo fascinante e irônico na história do DeFi: o maior predador de sandwich attacks do Ethereum foi caçado por alguém ainda mais habilidoso, usando suas próprias armas contra ele. Os US$ 7,5 milhões drenados representam uma fração do que o bot acumulou ao longo dos anos extraindo valor de usuários comuns, mas o episódio tem valor simbólico e técnico enorme para toda a comunidade.
Para o mercado brasileiro, o caso reforça a necessidade de educação sobre os riscos do DeFi, de ferramentas de proteção acessíveis e de um ecossistema regulatório que evolua no mesmo ritmo em que a tecnologia avança.
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