O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, anunciou o encerramento de seu programa de supervisão focado em bancos americanos que oferecem serviços relacionados a criptomoedas. A decisão, divulgada na última sexta-feira (15), marca uma mudança significativa na abordagem regulatória do país em relação ao crescente mercado de ativos digitais.
Desde 2023, o Fed exigia que instituições financeiras e fintechs envolvidas com criptoativos notificassem o órgão e seguissem diretrizes rigorosas. Essa medida visava monitorar de perto as atividades e os riscos associados ao setor. No entanto, o banco central afirmou que, com o aprofundamento de sua compreensão sobre essas atividades e as práticas de gestão de risco bancário, o programa especializado não é mais necessário.
Com o fim do programa, atividades consideradas “novas”, como custódia de criptoativos, oferta de serviços de stablecoin e tokenização, passarão a ser monitoradas pelo “processo normal de supervisão”. Essa transição indica uma integração mais formal das operações com criptomoedas no sistema financeiro tradicional, em vez de tratá-las como uma categoria à parte que exige vigilância extra.
A decisão do Fed segue a retirada, em abril, de duas cartas de supervisão semelhantes que anteriormente restringiam a capacidade dos bancos americanos de se envolverem com serviços de criptomoedas. Essas orientações, emitidas em 2022 e 2023, buscavam mitigar riscos associados à inovação e garantir uma supervisão rigorosa de bancos que lidassem com criptoativos e parcerias tecnológicas complexas.
A mudança na política regulatória reflete uma abordagem mais favorável à indústria de ativos digitais, especialmente sob a administração do presidente Donald Trump. O governo tem implementado políticas de apoio ao setor, incluindo uma ordem executiva que proíbe a desbancarização de empresas de criptomoedas, sinalizando um ambiente mais receptivo para a inovação e o crescimento do mercado cripto nos EUA.










