A Nasdaq protocolou um pedido junto à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) para listar o 21Shares Dogecoin ETF, marcando um passo significativo para levar o popular memecoin ao mercado financeiro tradicional. Se aprovado, este será o primeiro ETF de Dogecoin listado em uma bolsa norte-americana, permitindo que investidores acessem o ativo digital por meio de contas de corretagem convencionais.

O que é o 21Shares Dogecoin ETF?

O ETF proposto é um fundo passivo que busca refletir o desempenho do preço à vista do Dogecoin (DOGE). Ele manterá Dogecoin diretamente, sem utilizar alavancagem ou derivativos. A custódia dos ativos será feita pela Coinbase Custody Trust, e o índice de referência será o CF DOGE-Dollar US Settlement Price Index.

Para ser listado na Nasdaq, o ETF deverá cumprir a regra 5711(d), que regula fundos baseados em commodities. Será necessário um mínimo de 40.000 cotas em circulação no início das negociações.

Parcerias e contexto regulatório

A 21Shares apresentou o pedido em parceria com a House of Doge, braço corporativo da Dogecoin Foundation, visando promover o fundo. Este movimento ocorre em um ambiente regulatório mais favorável às criptomoedas, impulsionado por políticas pró-cripto da administração Trump e pela nomeação de Paul Atkins como novo presidente da SEC.

O ETF de Dogecoin se junta a uma onda de mais de 70 pedidos de ETFs de criptomoedas, incluindo outros ativos como Solana, Sui e memecoins como Bonk e Official Trump

Dogecoin: de meme a Wall Street

Criado em 2013 como uma paródia do Bitcoin, o Dogecoin ganhou destaque com o apoio de figuras como Elon Musk e Mark Cuban. Em 2024, o DOGE valorizou-se 251%, superando outros ativos como XRP e Bitcoin no mesmo período.

A possível listagem do ETF na Nasdaq representa um marco na institucionalização do Dogecoin, oferecendo uma nova via para investidores interessados em ativos digitais sem a necessidade de lidar diretamente com carteiras digitais ou exchanges de criptomoedas.

Cotação atual do Dogecoin

Atualmente, o Dogecoin (DOGE) está cotado a US$ 0,235955, com uma variação de -0,02310% em relação ao fechamento anterior. O preço intradiário atingiu uma máxima de US$ 0,251607 e uma mínima de US$ 0,23225.

O que esperar a seguir?

A SEC está revisando o pedido de listagem. Se aprovado, o ETF poderá ser negociado na Nasdaq nos próximos meses, oferecendo uma nova opção de investimento em criptomoedas para o público em geral. Esse desenvolvimento pode abrir caminho para a listagem de outros ETFs de memecoins e altcoins no futuro

Atualização (setembro de 2026): o ETF saiu do papel

O pedido descrito acima acabou aprovado. Segundo o comunicado oficial da 21Shares, o 21Shares Dogecoin ETF começou a ser negociado na Nasdaq em 22 de janeiro de 2026, com o código TDOG e taxa de administração de 0,50% ao ano. O fundo mantém DOGE na proporção de 1 para 1 em custódia institucional e segue com o apoio da House of Doge, que a gestora apresenta como a única emissora de ETF endossada pelo braço corporativo da Dogecoin Foundation.

A 21Shares, porém, não foi a primeira a chegar ao mercado. O Grayscale Dogecoin Trust ETF, de código GDOG, estreou na NYSE Arca em 24 de novembro de 2025 e foi apresentado como o primeiro produto negociado em bolsa dos EUA com exposição direta ao DOGE. A própria 21Shares já tinha lançado em 2025 um ETF alavancado de Dogecoin (TXXD) e mantém um ETP do ativo na Europa.

Por que o padrão genérico de listagem mudou o jogo

A virada regulatória veio em 17 de setembro de 2025, quando a SEC aprovou padrões genéricos de listagem para produtos negociados em bolsa que detêm commodities à vista, incluindo criptoativos. Até então, cada ETF precisava de uma alteração de regra própria, pelo rito da Seção 19(b) da lei de mercado de capitais americana, com prazos que podiam se estender por meses, como no caso do pedido da Nasdaq para o fundo da 21Shares.

Com o padrão genérico, bolsas como Nasdaq, NYSE Arca e Cboe passaram a poder listar produtos que cumprem critérios predefinidos sem aprovação individual da SEC. Isso explica por que, em poucos meses, surgiram vários ETFs de altcoins e memecoins, entre eles os de Dogecoin, que antes pareciam distantes.

Como o investidor brasileiro pode se expor ao DOGE

Há dois caminhos principais. O primeiro é comprar DOGE diretamente em uma exchange sediada no Brasil. Nesse caso, valem as regras de ganho de capital, com isenção para vendas de até R$ 35 mil por mês, somando todas as criptos. O segundo é comprar cotas de um ETF como o TDOG ou o GDOG por uma corretora internacional.

No segundo caso, o investimento entra na Lei 14.754/2023, que tributa em 15% ao ano os ganhos com aplicações financeiras no exterior, sem isenção mensal, apurados na declaração de ajuste. Em qualquer formato, o DOGE continua sendo um ativo muito volátil e sem fluxo de caixa próprio, o que exige tamanho de posição compatível com o risco. As regras de isenção estão explicadas em isenção de imposto em cripto, e os cuidados gerais em riscos de investir em criptomoedas.

Para acompanhar as últimas novidades sobre criptomoedas e as atualizações do mercado, siga nosso perfil no Instagram @btcnizando. Lá, você terá acesso a análises exclusivas, atualizações do mercado e muito mais. Não perca nada — junte-se à nossa comunidade agora!

Perguntas frequentes

Qual foi o primeiro ETF de Dogecoin nos EUA?

O Grayscale Dogecoin Trust ETF (GDOG), que começou a ser negociado na NYSE Arca em 24 de novembro de 2025. O 21Shares Dogecoin ETF (TDOG), tema deste texto, estreou na Nasdaq em 22 de janeiro de 2026.

Quanto custa o ETF de Dogecoin da 21Shares?

Segundo a 21Shares, a taxa de administração do TDOG é de 0,50% ao ano. O fundo detém DOGE diretamente, sem derivativos.

Posso comprar um ETF de Dogecoin estando no Brasil?

Sim, por meio de corretora com acesso à bolsa americana. O ganho é tributado em 15% na declaração anual, pela Lei 14.754/2023. Quem prefere comprar DOGE diretamente pode usar uma exchange sediada no Brasil, com a isenção para vendas de até R$ 35 mil por mês.


Antes de você sair

Quanto você paga pra comprar bitcoin? A taxa que a corretora anuncia não é o custo real: falta o spread do livro e o ágio sobre o preço de fora. A gente mede isso todo dia em seis corretoras e publica o ranking — veja quanto custa hoje.

Vai abrir conta em alguma? Juntamos os bônus de cadastro que valem a pena em uma página só, com o que cada um exige pra liberar — veja os bônus.

Uma vez por semana, no seu e-mail. O que aconteceu no bitcoin e o que muda pra quem tem cripto no Brasil, sem hype — assine a newsletter.

Cartão Kast: ganhe bônus em dólar, aceito em qualquer lugar e sem IOF
Cobre o noticiário diário de criptomoedas no BTCnizando: mercado, regulação, ETFs e dados on-chain. Apuração rápida com revisão editorial da equipe.