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Novo Malware Sorvepotel no WhatsApp Rouba Criptomoedas no Brasil: Entenda o Golpe e Como se Proteger

A segurança digital no mercado de criptomoedas acaba de ganhar mais um motivo de alerta. A Secretaria de Tecnologia da Informação (Seteci) emitiu recentemente um comunicado sobre a descoberta de um novo malware batizado de “Sorvepotel”, projetado para roubar criptomoedas diretamente das carteiras dos usuários por meio do WhatsApp.

O vírus, que tem se espalhado rapidamente entre grupos e contatos da plataforma, mostra como os criminosos estão se sofisticando para atingir o público brasileiro — especialmente aqueles que operam no universo Web3 e DeFi.

Como o Sorvepotel Funciona

O malware Sorvepotel é um tipo de programa malicioso que se disfarça de aplicativo legítimo ou de arquivo inofensivo enviado pelo WhatsApp.

Segundo o alerta da Seteci, ele é geralmente compartilhado em links de promoções falsas, atualizações de carteira digital, airdrops e até supostos aplicativos de mineração.

Uma vez instalado no dispositivo, o vírus:

  • Obtém acesso remoto ao sistema operacional.
  • Captura dados sensíveis, como senhas, seed phrases e histórico de navegação.
  • Monitora o uso de aplicativos financeiros e carteiras cripto.
  • Redireciona transações, trocando endereços de carteiras legítimas pelos endereços controlados pelos golpistas.

Esse último ponto é o mais perigoso: o usuário acredita estar enviando fundos para sua própria conta ou para uma exchange confiável, mas na verdade está transferindo diretamente para o hacker.

WhatsApp: O Novo Canal dos Golpistas

O WhatsApp se tornou o ambiente favorito dos cibercriminosos, principalmente no Brasil, que lidera o ranking global de uso do aplicativo. Com mais de 120 milhões de usuários ativos, a plataforma é um terreno fértil para golpes baseados em engenharia social, onde o hacker explora a confiança e distração da vítima.

No caso do Sorvepotel, a propagação ocorre por meio de:

  • Mensagens automatizadas enviadas de contas já infectadas.
  • Campanhas de phishing com links camuflados.
  • Downloads de APKs externos fora da Google Play Store.

Muitas vezes, o arquivo chega acompanhado de mensagens como “Baixe esse app e ganhe criptos grátis” ou “Atualize sua carteira para não perder o acesso”

Por Que o Público Cripto É o Alvo Principal

Investidores e traders de criptomoedas são alvos valiosos, pois armazenam ativos digitais de alto valor em dispositivos pessoais. Diferente do sistema bancário tradicional, transações em blockchain são irreversíveis.

Além disso, o perfil do investidor cripto geralmente inclui:

  • Uso constante de carteiras digitais e exchanges.
  • Interação com plataformas descentralizadas (DeFi).
  • Participação em comunidades e grupos de WhatsApp e Telegram.

Esses fatores tornam o público cripto altamente vulnerável a ataques bem elaborados como o do Sorvepotel. Se um hacker consegue roubar o acesso a uma seed phrase ou alterar o endereço de uma transação, os fundos são perdidos permanentemente, sem possibilidade de reembolso.

Como se Proteger do Sorvepotel e de Outros Golpes

A boa notícia é que a prevenção é simples, desde que o usuário adote alguns hábitos de segurança digital:

  • 1- Nunca baixe arquivos ou aplicativos enviados por WhatsApp.
  • 2- Sempre use as lojas oficiais como Google Play Store e App Store.
  • 3- Desconfie de promessas de ganhos fáceis.
  • 4- Airdrops falsos e “minerações automáticas” são iscas comuns.
  • 5- Evite armazenar seed phrases e senhas no celular. Prefira anotar em papel e manter em local seguro.
  • 7- Ative autenticação de dois fatores (2FA) em todas as suas contas.
  • 8- Use antivírus atualizado e monitore o tráfego de rede do seu dispositivo.
  • 9- Verifique URLs antes de clicar.

Golpistas costumam usar domínios parecidos com os de sites oficiais.

Dica de especialista: se você suspeitar que seu dispositivo foi comprometido, desconecte imediatamente a internet, transfira suas criptos para uma carteira fria (como hardware wallet) e formate o aparelho antes de reutilizá-lo.

O Impacto para o Ecossistema Cripto no Brasil

O caso do Sorvepotel reforça um ponto crucial: educação digital é tão importante quanto análise técnica. Enquanto o país avança na adoção de tecnologias Web3 e regulamentação de criptoativos, a falta de conscientização sobre segurança continua sendo uma vulnerabilidade coletiva.

A Seteci e outras entidades de cibersegurança têm intensificado campanhas de alerta, mas o número de ataques tende a crescer à medida que mais brasileiros entram no universo das finanças descentralizadas.

Conclusão

O malware Sorvepotel é um lembrete claro de que a liberdade financeira exige responsabilidade digital. Em um mercado onde cada clique pode representar uma perda irreversível, proteger suas criptomoedas é proteger sua própria independência.

Mantenha-se atualizado, questione links suspeitos e adote boas práticas de segurança — porque no mundo cripto, a melhor defesa é o conhecimento.

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