Resolução de senadores democratas acusa o presidente Trump de “corrupção e influência política” após perdoar Changpeng “CZ” Zhao, ex-CEO da Binance.
Polêmica em Washington: perdão presidencial reacende debate sobre ética e regulação no setor cripto
Os senadores Elizabeth Warren (D-MA) e Adam Schiff (D-CA) anunciaram nesta segunda-feira (27) uma resolução no Senado dos Estados Unidos condenando o perdão concedido pelo presidente Donald Trump ao fundador da Binance, Changpeng “CZ” Zhao.
O gesto presidencial, interpretado por opositores como um favorecimento político a aliados empresariais, reacendeu o debate sobre transparência e conflito de interesses entre a Casa Branca e o setor de criptomoedas.
O caso CZ: da prisão ao perdão presidencial
Em 2023, Zhao se declarou culpado por violar leis de combate à lavagem de dinheiro nos EUA, após o Departamento do Tesouro acusar a Binance de permitir transações ligadas a ISIS, Al Qaeda, Hamas e outras organizações sancionadas.
Como parte de um acordo judicial, CZ deixou o cargo de CEO da Binance e cumpriu quatro meses de prisão em 2024, em Lompoc, Califórnia.
Agora, com o perdão de Trump, ele volta oficialmente ao cenário global dos negócios — e reacende o debate sobre responsabilidade e ética corporativa no setor cripto.
Trump, Binance e o império cripto da família
A decisão de Trump vem meses após um acordo bilionário entre a Binance e a World Liberty Financial (WLF), empresa de criptoativos controlada pela família do presidente.
Em 2025, a WLF lançou o stablecoin USD1, utilizado por um fundo dos Emirados Árabes Unidos para investir US$ 2 bilhões na Binance. Zhao, que ainda é o maior acionista da exchange, manteve relações comerciais com o grupo mesmo após sua condenação.
Logo após o anúncio do perdão, o token WLFI, ativo nativo da plataforma da família Trump, saltou mais de 15%, levantando suspeitas de conflito de interesses.
“O perdão de Zhao seguiu meses de uma relação empresarial cada vez mais entrelaçada com a família do presidente”, afirmaram Warren e Schiff em carta aos senadores.
“O Congresso precisa agir para impedir esse tipo de corrupção e influência política.”
Reação no Senado: simbolismo com pouca chance de aprovação
A resolução proposta pelos democratas tem baixo potencial de aprovação, já que o Senado é controlado pelos republicanos. O projeto seria votado por unanimidade, bastando um único veto para impedir o avanço da medida.
Mesmo assim, o movimento tem forte peso simbólico: reforça a divisão partidária em torno da regulamentação criptoe pressiona o governo a se posicionar sobre ética pública e transparência empresarial.
O impacto no mercado cripto e na política americana
A decisão de Trump aprofunda o contraste entre sua administração pró-cripto e o endurecimento regulatório adotado durante o governo Biden.
Para analistas, o episódio pode fortalecer o discurso de liberdade financeira defendido por Trump — mas também expõe o risco de misturar política, negócios e finanças digitais.
“O mercado celebra o perdão de CZ, mas o risco institucional é enorme”, comenta um analista ouvido pela CryptoNews.
“A mensagem é clara: influência política pode pesar mais que compliance. Isso mina a credibilidade do setor.”
Conclusão: cripto no centro do poder
A saga de CZ, da prisão ao perdão, simboliza o novo papel das criptomoedas na geopolítica e na economia global.
Com a indústria cripto cada vez mais conectada a governos, corporações e fundos soberanos, os próximos meses devem definir até onde vai a liberdade — e onde começa a responsabilidade.
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Senadores Elizabeth Warren e Adam Schiff condenam o perdão de Donald Trump ao fundador da Binance, CZ Zhao, acusando o presidente de conflito de interesses e corrupção. Entenda os impactos para o mercado cripto e para a política americana.










