O Itaú Unibanco, o maior banco da América Latina, está considerando a emissão de sua própria stablecoin — um tipo de criptoativo estável atrelado a uma moeda fiduciária, como o real. A iniciativa surge em um momento em que o setor financeiro nacional passa por um intenso debate regulatório sobre criptoativos, impulsionado por novas diretrizes do Banco Central e pelo crescimento acelerado da adoção digital no país.
Tecnologia blockchain está no radar do Itaú há anos
Durante um evento realizado em São Paulo no início de abril, Guto Antunes, head de ativos digitais do Itaú, afirmou que o banco acompanha há muito tempo o desenvolvimento das stablecoins e o potencial transformador da tecnologia blockchain. Segundo ele, a instituição entende que esse tipo de ativo pode ser fundamental para simplificar liquidações e tornar transações mais rápidas e eficientes dentro do sistema bancário.
“As stablecoins sempre estiveram no nosso radar. A blockchain pode proporcionar liquidações instantâneas e seguras. Estamos analisando com cautela o momento certo para entrar nesse mercado”, afirmou Antunes.
Regulação será decisiva para o lançamento
O lançamento de uma stablecoin própria ainda não é certo, pois o banco aguarda o avanço da regulação brasileira para tomar uma decisão definitiva. Atualmente, o Banco Central do Brasil conduz uma consulta pública sobre o tema, ouvindo o setor privado e especialistas sobre os riscos, oportunidades e a melhor forma de regulamentar stablecoins no país.
Segundo Guto Antunes, “o mercado já aceita as stablecoins, mas precisamos saber até onde podemos ir. O Itaú está pronto para lançar, mas vai esperar a definição das regras antes de tomar qualquer decisão”.
Experiência internacional também influencia decisão
O Itaú está de olho no movimento global. Nos Estados Unidos, por exemplo, diversos bancos já testam suas próprias stablecoins medida essa incentivada por Donald Trump como alternativa à ausência de uma moeda digital de banco central (CBDC). Esse cenário internacional influencia diretamente a estratégia do Itaú, que estuda como outros players globais estão adotando ou regulando seus ativos digitais.
O banco também acompanha com atenção o comportamento dos reguladores europeus e asiáticos, que estão acelerando seus próprios projetos de CBDCs ou autorizando empresas privadas a operarem stablecoins com respaldo legal.
Itaú já oferece serviços com cripto e tokenização
Vale lembrar que o Itaú não é novato no setor de criptoativos. Em 2023, o banco lançou uma plataforma própria de tokenização, que permite transformar ativos tradicionais em tokens digitais. Além disso, já oferece serviços de custódia de criptomoedas para clientes institucionais, demonstrando preparo técnico e estratégico para operar no ecossistema Web3.
O possível lançamento de uma stablecoin própria seria, portanto, mais um passo na direção da digitalização das finanças, conectando o Itaú às tendências do mercado global de ativos digitais.
Um movimento que pode transformar o sistema financeiro nacional
Caso o Itaú efetivamente lance sua stablecoin, isso pode abrir caminho para que outros bancos brasileiros sigam o mesmo caminho. A entrada de uma instituição tão relevante nesse setor traz credibilidade, atrai investidores e acelera a integração entre o sistema financeiro tradicional e o mundo cripto.
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