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Investidor tenta matar sócio com café envenenado após perdas em criptomoedas

Um empresário sul-coreano de 39 anos foi indiciado por tentativa de homicídio após envenenar o café do sócio com um pesticida letal. O crime, motivado por prejuízos de R$ 4,2 milhões em investimentos com Bitcoin, foi revelado pela promotoria nesta segunda-feira (23). O caso chocante ocorreu em Seul e destaca tensões extremas no mundo das criptomoedas.

Detalhes do ataque planejado com antecedência

Os dois sócios montaram um negócio de investimentos em Bitcoin em 2022, usando programas automatizados para captar e gerir recursos. A relação azedou quando um deles desviou 1,17 bilhão de won (equivalente a R$ 4,2 milhões) dos fundos da empresa para uma operação pessoal, resultando em perda total.

Um mês antes do crime, o suspeito importou da China o metomil, um inseticida inodoro, incolor e altamente tóxico, proibido na Coreia do Sul desde 2012 por seu potencial letal mesmo em pequenas doses. No dia 23 de novembro, por volta das 21h, em um café próximo ao lago Seokchon em Seul, ele misturou o veneno à bebida da vítima.

Vítima em coma e prisão do suspeito

A vítima desmaiou logo após ingerir o café contaminado e foi internada em estado grave. Permaneceu três dias em coma na UTI de um hospital em Seul antes de recuperar a consciência. O suspeito foi preso em flagrante e indiciado em 9 de janeiro por tentativa de homicídio e violação da Lei de Controle de Pesticidas. A primeira audiência está marcada para 10 de março no Tribunal Distrital do Leste de Seul.

Contexto de perdas em Bitcoin e lições para o mercado

Bitcoin Price and Net Realized Profit/Loss (7DMA) Chart 

O incidente reflete conflitos raros, mas graves, em parcerias de cripto, onde volatilidade e decisões unilaterais podem destruir relações. Embora casos de violência ligados a criptomoedas incluam roubos e sequestros, vinganças pessoais como essa são excepcionais.

No Brasil, investidores devem priorizar governança clara em negócios crypto: acordos societários detalhados, segregação de patrimônio e relatórios transparentes evitam desastres. Com a regulação da CVM avançando em 2026, compliance é essencial para proteger portfólios e parcerias.

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