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Blockchain e agentes de IA já reduzem em até 95% o tempo de processos dentro de empresas 

Projetos que reduzem em até 95% o tempo de processos mostram avanço de agentes conectados a sistemas corporativos e ampliam debate sobre registro, governança e auditabilidade das ações executadas por IA 

São Paulo, setembro de 2026 —  À medida que agentes de inteligência artificial deixam de apenas responder perguntas e passam a consultar sistemas, movimentar informações e executar etapas de processos empresariais, uma nova questão ganha espaço: como registrar, rastrear e auditar decisões tomadas por sistemas cada vez mais autônomos?

Projetos desenvolvidos pela NearX em diferentes setores já registram redução de até 95% no tempo dedicado a etapas de revisão e curadoria e 99,7% de precisão em diagnósticos empresariais. As implementações envolvem agentes conectados a ERPs, CRMs, APIs e bases internas em áreas como serviços financeiros, educação, dispositivos médicos, telecomunicações, varejo e hotelaria.

Para Caio Mattos, fundador e CEO da NearX, empresa especializada em blockchain e tecnologias emergentes, o avanço dos agentes cria uma nova fronteira para tecnologias de registro distribuído.

“Quando a IA apenas responde a uma pergunta, o risco está principalmente na qualidade da resposta. Quando ela passa a executar uma ação dentro de um sistema, precisamos saber exatamente o que foi feito, quando, a partir de qual informação e com qual autorização. É nesse cenário que rastreabilidade e auditabilidade deixam de ser questões secundárias”, afirma.

Blockchain como infraestrutura de confiança

A combinação entre agentes de IA e blockchain começa a ganhar relevância justamente porque as duas tecnologias resolvem problemas diferentes. Enquanto a inteligência artificial interpreta informações e executa tarefas, infraestruturas blockchain podem funcionar como uma camada de registro verificável para determinadas ações.

Na prática, isso abre espaço para arquiteturas em que decisões, autorizações ou etapas críticas executadas por agentes possam gerar registros imutáveis, permitindo verificar posteriormente o histórico de uma operação sem necessariamente expor dados corporativos sensíveis em redes públicas.

O modelo pode ser especialmente relevante em operações financeiras e ambientes nos quais diferentes sistemas, empresas ou participantes precisam compartilhar informações e comprovar a origem de determinadas ações.

“A blockchain não precisa substituir os sistemas que uma empresa já utiliza. Ela pode funcionar como uma camada adicional de confiança. Se agentes começam a operar com mais autonomia, ter mecanismos capazes de comprovar o histórico de determinadas ações passa a ser cada vez mais importante”, explica Mattos.

Da resposta à execução

Essa discussão surge à medida que a própria utilização da IA dentro das empresas muda. Em uma operação de cartões e benefícios corporativos, por exemplo, atividades como consulta de saldo, bloqueio, contestação e segunda via exigiam que um analista navegasse entre quatro sistemas diferentes. A integração por meio de IA passou a concentrar essas etapas em uma única camada.

Em telecomunicações, agentes conectados às APIs passaram a permitir consultas a dados operacionais em linguagem natural. Já em dispositivos médicos, a tecnologia foi integrada ao ERP para automatizar pedidos, reconciliações e documentos.

“Existe uma diferença enorme entre uma IA saber a resposta e conseguir resolver o problema. Quando o agente começa efetivamente a executar uma tarefa, governança, identidade, autorização e registro passam a fazer parte da arquitetura da solução”, afirma Mattos.

Mais autonomia, mais governança

A evolução também aproxima duas discussões que durante anos caminharam separadamente no mercado de tecnologia: automação por inteligência artificial e infraestrutura descentralizada.

Nem toda ação realizada por um agente precisa ser registrada em blockchain, assim como nem todo processo deve ser completamente automatizado. A escolha depende do risco, do impacto da operação e da necessidade de comprovação futura.

Em uma rede de supermercados atendida pela NearX, por exemplo, a IA interpreta encartes e extrai automaticamente produtos, preços e validade, mas a publicação continua condicionada à conferência humana. Em uma administradora hoteleira, a implementação incluiu controles de acesso, registros das interações e acompanhamento do uso da tecnologia pelas diferentes áreas.

“Quanto maior a autonomia concedida a um agente, mais importante se torna estabelecer quem autorizou aquela ação, quais informações estavam disponíveis e como comprovar posteriormente o que aconteceu. IA e blockchain começam a se encontrar justamente nesse ponto”, conclui Mattos.

Sobre a NearX

A NearX é uma startup brasileira especializada no desenvolvimento de soluções em blockchain e tecnologias emergentes. Fundada em 2020, atua de forma consultiva na criação de softwares sob medida, infraestrutura blockchain, inteligência artificial, Internet das Coisas e visão computacional. Com escritório em São Paulo, a empresa já formou mais de 20 mil alunos e desenvolve projetos para organizações brasileiras e internacionais.

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Contadora e editora-chefe do BTCnizando. Especialista em tributação de criptomoedas pela Faculdade Trevisan. Ajuda brasileiros a declarar Bitcoin no IR com segurança.