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Bitcoin pode ter encerrado fase de queda, diz Standard Chartered

O Bitcoin voltou a testar mínimas de sete meses, mas, segundo o banco Standard Chartered, o pior já ficou para trás. A avaliação é de Geoffrey Kendrick, chefe global de pesquisa de ativos digitais da instituição, que afirma que a queda atual repete o mesmo padrão das últimas correções significativas do ciclo — tanto em velocidade quanto em profundidade.

A análise de Kendrick foi divulgada nesta terça-feira (18) em nota enviada a clientes e repercutida pelo portal The Block.

Correção mais rápida, mas dentro do padrão do ciclo

Kendrick aponta que o movimento recente, embora mais abrupto, tem magnitude praticamente idêntica às últimas grandes correções observadas em 2024 e início de 2025 — algo que também aparece no gráfico enviado, onde as retrações de 32%, 31% e 29% formam um padrão claro.

Segundo ele, esse tipo de repetição estatística sugere que a fase de queda está próxima do fim:

“É um argumento simples, mas os melhores geralmente são. Essa correção combina quase exatamente com as anteriores do ciclo.”
— Geoffrey Kendrick, Standard Chartered

Indicadores extremos reforçam a tese de fundo

Além da análise técnica, Kendrick cita métricas de sentimento e de valuation que também voltaram a zonas consideradas “de piso”.

A principal delas é o mNAV (múltiplo de valor patrimonial ajustado) da MicroStrategy, maior detentora corporativa de bitcoin do mundo. O indicador caiu novamente para 1.0, nível considerado “absoluto zero” por Kendrick, e historicamente associado a reversões de ciclo.

Para o banco, esses sinais combinados fortalecem a tese de que o sell-off se esgotou.

Liquidez mais fina aumenta volatilidade — mas não muda a tendência

O The Block destaca ainda comentários de Nicolai Sondergaard, analista da Nansen, que lembra que a profundidade de mercado caiu cerca de 30% desde o grande evento de liquidações de 10 de outubro.

Com menos liquidez, qualquer ordem maior tende a deslocar o preço de forma mais agressiva, o que explica por que o BTC caiu tão rápido das regiões acima de US$ 105 mil para a faixa dos US$ 89 mil.

Sondergaard admite que um teste na região dos US$ 85 mil é possível com base em dados de opções, mas considera mais provável que o preço estabilize entre os níveis atuais ou retome força compradora.

Para o curto prazo, BTC precisa reconquistar US$ 95–100 mil

Analistas ouvidos pelo The Block reforçam que uma recuperação consistente depende de o Bitcoin reconquistar rapidamente a faixa dos US$ 95 mil a US$ 100 mil.
Essa região atua como um “divisor estrutural”.
Sem ela, o risco de enfraquecimento técnico permanece.

Standard Chartered mantém visão otimista para o fim do ano

O banco reafirma que, apesar do forte recuo, projeta um rally até o fim de 2025. Kendrick já havia dito neste mês que a queda abaixo de US$ 100 mil poderia ser “a última desse ciclo”, e agora reforça que vê sinais suficientes de exaustão da pressão vendedora.

Questionado pelo The Block se a projeção de US$ 200 mil ainda para este ano permanece, Kendrick preferiu não comentar.
Mas o banco segue mantendo o alvo de longo prazo: US$ 500 mil até 2028, baseado na tese de:

  • maior entrada institucional,
  • queda da volatilidade,
  • e expansão do acesso global ao BTC via ETFs e infraestrutura regulada.

Conclusão

A combinação de:

  • correção alinhada com ciclos anteriores,
  • métricas fundamentais em níveis extremos,
  • liquidez temporariamente reduzida,
  • e manutenção da tese institucional,

constrói um cenário onde, segundo o Standard Chartered, o fundo da correção pode já ter sido atingido.

Agora, o mercado monitorará principalmente a reconquista da zona dos US$ 95–100 mil para validar a retomada.

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