O mercado de criptoativos acaba de ganhar um novo protagonista: Plasma One, um neobank cripto nativo em stablecoins que promete mudar a forma como usuários de mercados emergentes acessam, guardam e utilizam dólares digitais.
O anúncio foi feito pela Plasma em 22 de setembro de 2025, poucos dias antes do lançamento de sua mainnet beta, previsto para 25 de setembro. A proposta é oferecer uma solução completa: conta em stablecoins, cartão global, cashback, rendimento anual acima de 10% e transferências instantâneas sem taxas internas.
O que é a Plasma One?
A Plasma One se apresenta como o primeiro neobanco do mundo totalmente baseado em stablecoins. Diferente de exchanges e carteiras comuns, o projeto busca ser um super app financeiro integrado, unindo recursos de banco digital com os benefícios da tecnologia blockchain.

Plasma One / X (Reprodução)
Segundo a empresa, o objetivo é claro: democratizar o acesso ao dólar digital em países emergentes, onde a desvalorização cambial e a inflação corroem o poder de compra da população.
Entre as stablecoins disponíveis no lançamento estará o Tether (USDT), a maior do mercado em capitalização.
Funcionalidades do Plasma One
A proposta da Plasma One vai além de uma simples carteira. Confira os principais recursos prometidos pela plataforma:
- Rendimentos acima de 10% ao ano sobre stablecoins, sem necessidade de bloqueio de fundos (lock-up).
- Cashback de até 4% no uso do cartão físico ou virtual, aceito em mais de 150 países.
- Transferências instantâneas e sem taxas internas entre usuários do app.
- Onboarding rápido, com cadastro e emissão de cartão virtual em poucos minutos.
- Controle não custodial, ou seja, o usuário mantém a posse das stablecoins.
Essa combinação busca atrair tanto usuários cripto experientes quanto iniciantes que buscam uma experiência bancária simples, mas com benefícios superiores aos de bancos tradicionais.
Por que focar em stablecoins?
As stablecoins têm se consolidado como porta de entrada para o mundo cripto, especialmente em países com economias instáveis. Ao manter paridade com o dólar, ativos como o USDT e USDC oferecem proteção contra inflação e permitem uso em pagamentos digitais sem a volatilidade típica do Bitcoin e Ethereum.

A Plasma aposta que essa demanda crescente será o motor de adoção do neobank. Dólares digitais usados no dia a dia — essa é a visão do projeto.
Modelo de negócio e diferencial competitivo
A Plasma One se diferencia em três pontos principais:
- 1. Integração vertical – une infraestrutura blockchain própria com produto de consumo final, permitindo controle total da experiência do usuário.
- 2. Foco em mercados emergentes – regiões como América Latina, África e Sudeste Asiático são vistas como prioritárias, dada a necessidade local de acesso a dólares digitais.
- 3. Rendimentos agressivos – oferecer mais de 10% ao ano em stablecoins é um atrativo poderoso em comparação a bancos tradicionais e até mesmo outros players do setor cripto.
Além disso, o projeto conta com apoio de grandes nomes do mercado, como Bitfinex e Tether, que participaram de rodadas de investimento na Plasma.
Lançamento e próximos passos
O lançamento do Plasma One será gradual, começando com lista de espera aberta para interessados. A partir de 25 de setembro de 2025, o rollout inicial será feito junto ao lançamento da mainnet beta da Plasma.
Segundo a empresa, a adoção será expandida por fases, com novos recursos adicionados ao longo dos próximos meses.
Conclusão
A Plasma One chega ao mercado com uma proposta ousada: ser o neobank cripto definitivo para stablecoins, integrando dólares digitais, rendimento, cartão global e transferências instantâneas em um só aplicativo.
Se conseguir entregar o que promete, pode se tornar um marco na adoção de stablecoins e abrir espaço para milhões de pessoas terem acesso a uma alternativa real ao sistema bancário tradicional.
Mas o sucesso dependerá de dois fatores críticos: como enfrentará o ambiente regulatório global e se os rendimentos prometidos serão sustentáveis no longo prazo.










